Vai uma mãozinha aí? Posso te ajudar!

Ei, você aí! Você mesmo! Garota ou garoto (por que não?) que fará em breve um séjour au pair na França, que está fazendo, ou mesmo que está pensando em fazê-lo.

Se você se encontra lendo este blog, sem dúvidas não caiu aqui de paraquedas, pois pesquisas incessantes na internet fazem parte da vida aupairiana. São muitas questões em jogo e muitas vezes é difícil saber por onde começar. Daí, o jeito é desbravar a internet em busca de blogs que falam sobre o assunto e vídeos com depoimentos de pessoas que fizeram o programa… Sem contar os sites de agências e similares.

A boa notícia: seus problemas acabaram!! 

Explico. Apesar de ter “abandonado” o blog, deixei ele ativo para que pessoas interessadas possam consultá-los. Só que isso não é o bastante. Um comentário que recebi há algumas semanas me fez pensar em oferecer minha ajuda a quem esteja precisando de forma, digamos mais direta.

Moro na França há dois anos, estou fazendo meu segundo ano de mestrado, já passei por muita “renovação de visto”, já preenchi muitos formulário e já passei muita raiva com a administração francesa. E sim, já passei muito aperto como au pair, mesmo se não vivi muito tempo como uma.

Devo dizer que isso até me motivou a escrever um artigo para a escola de jornalismo onde estudo sobre a exploração das au pair aqui na França. Vocês podem lê-lo aqui. Tem depoimentos de várias meninas que também tiveram más experiências. E também histórias que deram certo, é claro (não, não se desespere, nem tudo é tão ruim assim, você pode ter uma ÓTIMA experiência, e contar com boas orientações ajuda).

O que eu quero dizer, é que posso oferecer um suporte para quem tiver dúvidas, questões, hesitações ou precisar de um ouvido amigo. Voilà. Dúvidas sobre o programa? Sobre a França? Sobre Lyon? Sobre Paris (estou morando aqui atualmente)? Sobre as universidades francesas? Sobre a língua de Molière? Ou quer só bater um papo?? Pode me mandar um email para ylessastephanie@yahoo.com.br , que ficarei muito feliz em poder ajudar.

Um abraço e até breve!

 

 

 

 

 

 

 

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C’est Parti II – O retorno

Et voilà! C’est moi…

Estou de volta. Dessa vez é sério, prometo!  Eu sei, nada que comece com “dessa vez” e que termine com “prometo” pode ser considerado credível ou deve ser levado à sério. Então, não vou exigir muito de você querido leitor. Pode pensar o que quiser… Até mesmo : ihhh “invém” ela falando que sumiu e que vai voltar escrever. Saiba que compreendo o seu ceticismo.

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Sacolinha sábia que ganhei no meu primeiro dia na Sciences Po Lyon (Ouiii, Faculdade de Ciências Políticas de Lyon. tenho que explicar este pedaço depois)

Probleminha é que depois de ter mudado um pouco os rumos do blog (que criei inicialmente para relatar a minha vida de au pair e a minha vida francesa) cheguei a desistir do meu projeto, uma vez que não sou mais au pair desde setembro de 2016 …

A questão é que continuo sendo uma (estudante) brasileira na França e continuo tendo que refazer minha vida aqui neste país que tanto amo (o famoso recomeçar do zero). Portanto, taqueopariu, como tem coisa pra contar proceis!

Não sei bem o motivo de não ter dado continuação ao C’est Parti… Talvez tenha sido a dificuldade de reduzir em algumas palavras toda a minha jornada depois que pus os meus pezinhos em terras Gaulesas.

Minha vida nesses últimos 365 dias foi uma loucura. Vivi uns 5 anos em um.  Só para vocês terem ideia:

Dez 2015/Jan 2016 – Primeira vez que saí do Brasil. (sim, aos 27 anos, fazer o que? A gente faz como pode, não como quer…)

Junho 2016 – Larguei um emprego público, despedi da minha família e amigos, terminei um relacionamento (relacionamento de quase dois anos, sendo um deles à distância) e comecei a me preparar para me mudar de país (nessa época ainda achava que seria uma mudança temporária).

Julho 2016 – Vim de mala e cuia para a França, mais mala do que cuia, com o objetivo de passar uma temporada como au pair em Lyon. E apesar de ter escolhido uma famille d’accueil de Lyon, tive que ir à Ilha de Oléron (Oeste francês) para encontrá-los. Sim!!! Atravessei a França de leste a oeste (de Lyon à Ilha de Oléron) sozinha,  com uma mochila e duas malas de 32 kg, estando uma delas com a rodinha quebrada (companhias aéreas, por favor, mais atenção com os nossos pertences, obrigada!). Acrescento que tinha um celular que não funcionava por falta de um chip francês e que tinha acabado de fazer 30 horas de vôo, com três escalas.  

Setembro 2016 – Rescindi o meu contrato de au pair com a família, concluí que não queria mais ser au pair (nada de mais não, gente, foi apenas uma escolha), consegui um emprego e comecei a minha vida autônoma sem famille d’accueil. Reatei o tal relacionamento que havia terminado em junho e arrumei o meu primeiro trabalho aqui na França.

Outubro 2016 – Terminei pela segunda e definitiva vês o tal relacionamento supramencionado. Fiz minha inscrição à Sciences Po para cursar um semestre acadêmico (a chamada Attestation d’Études Politiques).  

Um destaque para o dia 19/10/2016: foi quando conheci o V., meu chéri d’amour que, bem, é um amour… 

Novembro 2016 –  Fui aceita pela Sciences Po Lyon. Obtive meu TCF (Test de Connaissance de la Langue Française) C2. 

Dezembro 2016 – Passei pela segunda vez na vida o natal longe da família, mas super bem acolhida pela minha belle-famille francesa (família do namorado).

Janeiro 2017 – Fui morar realmente sozinha pela primeira vez na vida aos 28 anos. Iniciei o meu semestre na Sciences Po.

Fev./Março 2017 – Passei pelo período da dura adaptação ao sistema de ensino francês.

Abril 2017 – Mudança para o meu novo apto com o V.

Maio 2017 – Sofri com muitas dúvidas sobre o futuro. Dúvidas profissionais… Dúvidas Acadêmicas… Saudades de casa. Tomei a decisão de sair do meu atual trabalho.

Junho 2017 – Fui aceita num mestrado. Consegui um novo trabalho. 

Julho 2017 – Tomei uma importante decisão: vou mudar de área. Decidi fazer um mestrado fora da área do Direito. 

Como podem ver, passei por muita coisa e continuarei passando. Ter vindo morar na França me fez aprender muitas coisas. Aprendi coisas clichés como “valorizar a família”, “valorizar coisas importantes”, “ser feliz com o que tenho, sem deixar de buscar coisas melhores… E aprendi muito, muito, mas muito mesmo sobre mim e como esse mundo é inspirador e maravilhoso, e é por isso, meus caros, que vou continuar a escrever para vocês, porque ainda tenho muito a dizer.

Beijos.

 

 

Ex-au pair…

Eh oui, depois de muitos perrengues, muita sofrência, muita dúvida… eu desisti dessa vida de au pair.

Não deu para mim. É claro que o fato de eu não ter me adaptado bem às peculiaridades da família pesou muito, mas definitivamente, morar com quem você trabalha exige paciência de Jó muita disciplina e tato.

Não vou entrar em detalhes, contudo vou fazer um post de alerta para as meninas que querem vir como fille au pair não passarem pelo mesmo problema que eu passei.

Um ano sem primavera.

FR) Parfois je voudrais devenir deux, pour pouvoir rester ici et aussi aller là-bas. Mon coeur est maintenant deux et chaque bout est d’un côté different de l’Atlantique… Et en même temps que je me sens chanceuse en voyant les couleurs magnifiques de l’automne français, je sais que je perds aussi le printemps… Le joli printemps brésilien. C’est une année si particulière, car j’ai déjà eu deux hivers , deux automnes et deux étés, mais aucun printemps. Cette année j’aurai besoin de faire pousser moi même les fleurs que j’ai pas pu voir éclore.

(PT) Às vezes gostaria de me transformar em duas, para poder continuar aqui e também ir lá. Meu coração dividiu-se em dois e cada pedaço está de um lado diferente do oceano atlântico. E ao mesmo tempo em que me sinto feliz vendo as cores magníficas do outono francês, eu sei que perco também a primavera brasileira… A linda primavera em meu país. É um ano bem peculiar: já tive dois invernos, dois outonos e dois verões, mas nenhuma primavera. Nem aqui, nem lá…Este ano precisarei eu mesma fazer crescer as flores que não pude ver eclodir.

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Primeiros dias en France

Importante: Eu não morri! Hahahaha! 

E…Para quebrar o jejum de tanto tempo sem escrever, aqui estou eu para contar um pouco como foram meus últimos dias no Brasil e meus primeiros dias en France.
Infelizmente este post está sendo escrito pela segunda vez porque da primeira eu o apaguei sem querer e COM CERTEZA ele não vai ficar tão bom quanto o primeiro. Dommage! 

Inclusive, é péssimo ter que escrever tudo de novo… Mas, estamos aí para isso mesmo! (NÃO)

Meus últimos dias no Brasil foram bem corridos. Despedidas, problemas bancários, financeiros, amorosos (quem nunca?)… Trâmites da viagem, correria pra fazer tudo o que eu havia planejado de fazer antes de partir (e que eu não consegui) e o medo que me deu nos últimos minutos do segundo tempo (um post específico para isso depois).

Logo no vôo RJ/Frankfurt conheci uma brasileira que estava indo ser au pair na Alemanha: a Larissa, uma fofa e ótima companhia de vôo.

Já no vôo Frankurt/Lyon, conheci uma francesa de Dijon que estava voltando da Ucrânia, outra fofa, com quem dividi um uber e de quem ganhei uma nota da moeda ucraniana! E que generosamente me ajudou com minhas duas malas enormes (frisemos aqui a GENEROSIDADE, pois é preciso muita boa vontade para tanto).

Encontro muitas pessoas por onde passo e quase sempre tenho a oportunidade de conhecer pessoas sensacionais: interessantes, doces, generosas, intrigantes, gentis, ou às vezes, tudo isso junto. Com algumas eu consigo manter contato e elas acabam permanecendo próximas de alguma forma. Com outras acabo realmente fazendo amizade. Muitas vão embora e eu nunca mais as vejo, porém TODAS me deixam com A MARAVILHOSA sensação de que existem boas pessoas nesse mundo e que elas estão em todos os lugares.

Cheguei em Lyon dia 16/07/2016 (véspera do Bday de mamãe 😢) e no mesmo dia já peguei um bus para Bordeaux, pois teria que encontrar a famille d’accueil na casa de praia deles na Ilha de Oléron. Sim, atravessei a França de Leste a Oeste com duas malas, sozinha e fazendo o caminho Lyon-Bordeaux-Rochefort-Dolus D’Oleron. 

CONTINUA…

 

Cidades: Paris!

BRILHANTE. Foi o que pensei quando via Paris do táxi. Era a primeira vez que a via. Era a primeira vez que estava lá, mas a primeira em presença física, pois Já havia visitado a cidade luz anteriormente de tantas outras formas (através de músicas, filmes, em sonhos, em quadros, em livros…) que seria impossível negar a sensação de (re) conhecimento. Em Paris conheci e reconheci o mundo e a mim mesma: era a primeira vez que pisava em um solo onde a língua falada não era a minha, era a primeira vez que viajava inteiramente sozinha… Foi a primeira vez que vi e senti realmente que o mundo era enorme e que eu era cidadã dele.  Foram cinco dias, pouco, é claro, mas pude viver uma vida inteira nesse curto período.

Seine – Foto: Acervo pessoal

Foram tantas sensações, impressões , aromas, cores e sonhos que a sensação de “déjà vu” era tão forte à ponto de doer.

Cheguei no início do inverno, a minha estação favorita e fui embora com a certeza de havia amado Paris e a amaria para sempre onde quer que eu estivesse. A cidade dos poetas, dos boêmios, das Amélies Poulains, dos pintores, das Piafs e de tantos outros me trouxe muitas coisas, coisas com as quais eu não sei lidar sem sofrer pontadas de nostalgia até hoje…

Tenho certeza de que sempre que reencontrar Paris vou ter coisas novas e cada vez melhores para falar sobre a cidade… Porque Paris é cidade para se degustar, apreciar e virar amante. E ser amante é ansiar pelos próximos encontros e reforçar a cada saudade as cores das lembranças.

Les amoureux – Foto: Acervo pessoal

 

Mas hoje, simplesmente, me contentarei em fazer algumas observações sobre Paris. Em outra ocasião falarei mais…

cause we will always have Paris… 

(Sempre sonhei em dizer isso, hahahaha) s2

Eis aqui:

– O metrô parisiense é mágico, são cerca de 20 linhas (acho que é isso) que se cruzam e que te levam até pra Nárnia! Alegria, alegria!

Acervo Pessoal

– Gostei mais da Rive Droite que da Rive Gauche e estou cultivando um grande amor pelo 9éme que só vendo!

– Paris é uma cidade plana (sou de BH e BH é a cidade dos morros)! Que alegria… Pelo menos os lugares onde fui eram planos (com exceção de Montmartre). Podia andar léguas e não sofria. Novamente, alegria, alegria!

– A Torre Eiffel é divina, mas não me fez chorar. Montmartre me fez chorar. Parece que voltei no tempo e achei algo muito precioso que havia perdido. O entardecer, visto das escadarias que levam à Igreja Sacré-Coeur parecia uma tela em tons de rosa, azul e lilás…

Vista das escadarias de Montmartre

– Fiquei impressionada até com os pedintes de Paris: eles te pedem dinheiro, você diz não e eles respondem “c’est pas grave madame… Bonne journée a vous!”

– É uma cidade hiper cosmopolita. Vc encontra pessoas de TODO O MUNDO. (norte-americanos, russos, italianos, libaneses, ingleses, marroquinos, indianos, angolanos, chineses…)

– E os asiáticos ? Os asiáticos são alucinados por Paris. E por compras. Onde acham tanto dinheiro!?

– Não vi um ser humano mal-vestido (nem os pedintes). Corrobora minha tese sobre a existência de um gene do bom gosto no francês, notadamente no parisiense.

– O Louvre é muito grande para um só dia de visita…

– Realmente amo inverno. Nem vou enumerar as vantagens da estação porque quem gosta de calor vai continuar gostando e quem gosta de frio também… Só digo: Paris no inverno parece uma tela…

– Amei a arquitetura da cidade.

– Amei os parques, praças e jardins.

– Franceses falam inglês sim!!! Em todos os pontos turísticos eu via funcionários falando inglês e até espanhol. Em farmácias, supermercados e grandes lojas também! E eles não ficavam incomodados de falar inglês não, contrariamente ao que reza a lenda.

– Inclusive, eles ficavam tão animados falando inglês que até eu falando “en français s’il vous plait”, alguns insistiam em falar inglês comigo. (Poxa, meu francês dá pro gasto, meu povo!)

– Em nível de Brasil, os parisienses me remetem aos Paulistanos!

– Já falei que eles se vestem bem?

– Paris une o antigo com o moderno de uma forma absurdamente harmônica.

– Só não gostei da água. Só comprei mineral e achei o gosto muito diferente. Seriam mais minerais?

– Moraria em Paris.

Voilà…

E passaria as tardes de domingo numa sacada como esta…

“Entschuldigung!”

Sobre a dificuldade de pedir desculpas … EM ALEMÃO:

Entschuldigung!

1 – eu não sinto que estou pedindo desculpas, mas sim repreendendo a pessoa;

2 – eu não consigo pronunciar com naturalidade uma palavra de 14 letras;

3 – só tem quatro vogais!!!

4 – gente, mas é só um pedidozinho de desculpas, pra que mais de uma dúzia de letras?

5 – se precisar dizer “Entschuldigung” eu acho que vou optar por fazer uma cara de resignação e um sinal de “ahh… Deixa pra lá meu filho!”;

6 – Lieber Gott!!

Eu gosto da língua, não obstante a sua dificuldade de pronúncia… Mas Entschuldigung ultrapassa os limites.

😅

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Imagem: Google

PS – Eu vou conseguir. Nem que seja quando me aposentar.